Adaptações Fisiológicas

Adaptações fisiológicas
 

 

 

 

ADAPTAÇÕES AO TREINAMENTO AERÓBIO
 
MUSCULARES

Atividades físicas mais demoradas chamadas aeróbias dependem em grande parte das fibras musculares de contração lenta (CL). O treinamento de resistência pode influenciar o tamanho das fibras musculares individuais, causando hipertrofia seletiva das fibras do tipo I, assim como pode aumentar significa significativamente sua capacidade oxidativa. Em resposta ao estimulo do treinamento, essas fibras tornam-se de 7 a 22% maiores do que as fibras de contração rápida (CR)(1).

Alguns indivíduos apresentam fibras de (CL), inusualmente grandes e outros apresentam fibras CR grandes. Essa observação pode ter importância apenas acadêmica, pois o tamanho das fibras musculares de atletas de endurance parece ter pouca relação com a capacidade aeróbia. Talvez a área total da seção transversa do músculo ocupada pelas fibras lentas tenha mais importância, para o desempenho de longa duração, do que o tamanho individual de cada fibra. Pensando dessa maneira não é por acaso que atletas de longa duração possuem uma alta proporção de fibras lentas (CL) ficando entre 70 a 95 %, não sendo apenas mais numerosas, mas também 30% maiores em termos de área transversa. O que correspondente em alguns atletas que mais de 80% da área transversa total do músculo era ocupada por fibras tipo I (2).

 
TIPO DE FIBRA MUSCULAR

Por serem exercícios que duram varias horas, pode-se dizer que um estereotipo motor é requerido. Este estereotipo é desenvolvido por um prolongado treinamento caracterizado pelo recrutamento dominante de fibras lentas (CL).

Esta correlação pode ocorrer porque as fibras do tipo I parecem apresentar uma menor produção ou maior capacidade de remoção de lactato, ou ambas quando comparadas com as tipo II (3). Outro fator que influenciaria seria a seqüência de recrutamento (tipo I – tipo IIa – tipo IIb) durante o exercício com incremento de carga, os indivíduos com maior percentual de fibras vermelhas, podem se exercitar em uma carga absoluta maior antes de atingir o limiar de lactato.       A maioria dos estudos demonstrou que o treinamento aeróbio não altera a porcentagem de fibras de CL e CR (2)

Características dos tipos de fibra do músculo humano(2).
CARACTERISCAS
TIPO I
TIPO IIa
TIPO IIb

Tamanho do neurônio motor

Pequeno
Grande
Grande

Freqüência de recrutamento

Baixa
Média
Alta

Velocidade de contração

Lenta
Rápida
Rápida

Velocidade de relaxamento

Lenta
Rápida
Rápida

Saída de máxima de energia

Baixa
Alta
Rápida

Resistência

Alta
Média
Baixa

Densidade capilar

Alta
Média
Baixa

Densidade mitocondrial

Alta
Média
Baixa

Caráter metabólico

Oxidativo
Intermediário
Glicolitico

Conteúdo de mioglobina

Alto
Médio
Baixo

Atividade enzimatica glicolitica

Baixa
Alta
Alta

Atividade da enzima oxidativa

Alta
Alta
Baixa

Conteúdo de gliocogênio

Baixo
Alto
Alto

Conteúdo de triglicérides

Alto
Médio
Baixo

Conteúdo de fosfocreatina

Baixo
Alto
Alto

Atividade da ATPase da miosina

Baixa
Alta
Alta

Atividade da ATPase com pH 10,3

0
Alta
Alta

Atividade da ATPase com pH 10,3 com pré-exposição a pH 4,6

0
0
Alta
 
 
CAPILARIZAÇÃO

Uma das adaptações periféricas mais importantes ao treinamento aeróbio é o aumento do numero de capilares que circundam cada fibra muscular.

Nas primeiras semanas de treinamento, ocorrem aumentos significativos na densidade capilar em razão do crescimento de novos capilares. Em períodos longos de treinamento, foi demonstrado um aumento de até 15% da quantidade de capilares. Essa maior quantidade de capilares permite uma maior troca gasosa, de calor, de produtos metabólicos e de nutrientes em atividade. Isso mantém um ambiente bem adequado para a produção de energia e para as contrações musculares repetidas, devido ao aumento da área de superfície para a difusão e por encurtarem a distancia média da difusão (1, 4).

O VO2max está condicionado quer pelo numero de capilares quer pela densidade capilar, é a adaptação periférica mais importante e a melhor correlacionada com o VO2max. O aumento do transito da densidade capilar permitirá um aumento do tempo de transito do sangue no capilar e desta forma melhorar a eficiência das trocas energéticas entre o músculo e a corrente sangüínea (4). Este tipo de adaptação está mais relacionada com os fenômenos correlativos ao treino de endurance, fundamentalmente com o aumento da captação celular, de ácidos graxos livres, e a conseqüente melhoria energética muscular. Adaptação mais facilmente observada em fibras do tipo IIb, onde a densidade capilar usualmente é mínima, o aparecimento de novos capilares ocorre em todas as fibras (2).

Parece que o número de capilares musculares cresce progressivamente durante o treinamento e diminui numa taxa relativamente lenta após a interrupção do treinamento (4).

 

 
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