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Economia de Movimento
 

 

 

ECONOMIA DE MOVIMENTO

A economia de movimento pode ser definida como sendo o consumo de oxigênio (VO2) obtido em fase estável para uma determinada atividade submáxima. Um atleta mais econômico consome menos oxigênio, do que outro menos econômico, para um determinada intensidade de esforço, e teoricamente, é capaz de se deslocar mais rapidamente ou conservar energia para os estágios finais da competição.

Alguns autores tem mostrado que a economia de movimento pode variar em até 15% dentro de um grupo de ciclistas bem treinados, corredores de elite e principalmente quando se comparam nadadores com triathletas de elite, durante a natação. Mostrando assim que a performance de natação, é potencialmente mais influenciada pela economia de movimento, do que pela potência aeróbia (29). Buscando entender melhor a importância da economia de movimento entre nadadores e triathletas, comparou-se triathletas homens com nadadores e nadadoras. Embora os triathletas tivessem um maior VO2 mais elevado (5,0 l/min.) as piores nadadoras (2,0 l/min.) tinham a mesma performance na prova dos 400m (1). 

A eficiência do exercício pode ser discutido em quatro diferentes aspectos: fisiológicos, biomecanicos, de equipamentos e cinematicos.

Entre os fatores fisiológicos que afetam a EM podemos destacar: sexo,idade, fadiga, e treinamento.

Em um estudo comparando corredores e corredoras de elite, em diferentes velocidades (248 a 390 m/min.) pode-se verificar que os corredores são mais econômicos do que as corredoras, quando comparadas em suas velocidades usadas no treinamento de alto nível. É importante ressaltar que a maior velocidade encontrada nos homens, é influenciada tanto pelo maior VO2max como também pela maior economia de corrida (30).

A diferença na composição corporal existente entre homens e mulheres, devido ao maior percentual de gordura das mulheres, pode explicar 32 a 44% da variação total existente na economia de corrida das mulheres (31).

Aspectos ambientais: velocidade e direção do vento, umidade do ar,temperatura da água na natação. Num estudo com objetivo de verificar qual a melhor posição para a pratica do ciclismo e a sua correlação com as variáveis metabólicas (VO2max, volume expiratório, taxa respiratória e o volume de dioxido de carbono) em três diferentes posições: posição vertical, posição baixa e posição com apoios de cotovelos (clip). Não foi encontrada diferenças significativas em baixas e medias velocidades, mas em velocidades superiores a 40 km/h os autores sugerem que a posição com apoios de cotovelos e a mais eficiente (32).

Resistência do ar no ciclismo quando em pelotão (grupo)( 7).

Resistência do ar

%

%

%

Ordem no grupo

Grupo de 4

Grupo de 3

Grupo de 2

Primeiro ciclista

94

97

97

Segundo ciclista

48

50

67

Terceiro ciclista

37

45

***

Quarto ciclista

34

***

***

 

 

Aspectos biomecanicos: sexo, massa corporal, corpo e distribuição demassa dos segmentos.

Uma possível razão para as mulheres apresentarem uma menor economia de corrida pode ocorrer em função destas apresentarem um maior deslocamento vertical do corpo durante a corrida, determinando assim um maior gasto energético (33).

A relação de distribuição de massa corporal e VO2 submaximo durante a corrida, tem mostrado que corredores mais pesados são mais econômicos do que corredores mais leves. Diferença essa que pode ser explicada, porque sujeitos mais leves parecem possuir um maior percentual de sua massa corporal nas extremidades do corpo, portanto teriam um maior trabalho muscular para acelerar seus membros inferiores, apresentando um maior gasto energético. Teoria sustentada por estudos que adicionaram uma determinada carga externa ao corpo durante a corrida, onde se verificou uma maior VO2 quando esta sobrecarga é colocada nas pernas do que quando colocada no tronco (34).

Aspectos de equipamentos: roupas, tipo de material. Num estudo com o objetivo de verificar qual o caminho mais interessante para o ciclista se um gasto com treinamento ou um gasto em dinheiro com equipamentos para melhorar a performance numa prova de 40 km. As melhoras foram as seguintes: com o treinamento de 1 a 10% (1a 7 minutos), mudança para altitude (só deslocamento) melhora de 23 a 24 segundos, reposição de carbohidratos e eletrólitos melhora de 32 a 42 segundos, pequenas doses de cafeína melhora de 55 a 84 segundos, posicionamento embaixo do ciclista mãos no guidom 5 a 7 minutos, com as mãos no clip melhora de 2 a 3 minutos e por ultimo rodas aerodinâmicas podem melhorar a performance entre 60 a 82 segundos (35). 

Cinemática da movimento: velocidade e comprimento da passada oubraçada.

Informações sobre economia de movimento tem sido amplamente obtidos a partir de corridas em esteiras ou bicicletas ergométricas, sendo necessário que seja mensurado o trabalho realizado e feita um a avaliação do gasto energético do indivíduo durante o exercício e o repouso. As mensurações do VO2 devem ser realizadas em condições estáveis (36).

Abaixo uma lista de aspectos que influenciam a performance no ciclismo:

Biomecanico

Equipamento

Cinemático

Ambientais

Fisiológico

Altura do selim, Comprimento do quadro, Angulação do selim,

Posição do ciclista

Comprimento do Pedal,

Roupas,

Capacete,

Material do quadro,

Dureza pneus

Freqüência de pedal/giro

Vento,

Estado de conservação da estrada,

Umidade do ar

Sexo,

Idade,

Fadiga, Composição corporal

    De fato, nem sempre a velocidade mais econômica é  a mais lenta. Muitas pessoas imaginam, por exemplo, que quando caminhamos gastamos sempre menos energia do que quando corremos. Isto não é verdade. Existe uma relação entre custo energético e a velocidade de marcha, que mostra que há um ritmo ideal de caminhada, correspondente a uma velocidade de aproximadamente 4,4 km/h, onde o gasto energético é mínimo. Tanto abaixo como acima dessa velocidade, estaremos gastando mais energia, sendo que, caminhandoa uma velocidade superior a 8km/h estaremos dispendendo mais energia do que se estivessemos correndo, na mesma velocidade.

    Quando todos os demais fatores são iguais, numa prova longa o atleta que possuir a técnica mais refinada realizará os movimentos de forma mais econômica e deverá conseguir a melhor perfomance. Nas corridas, a diferença de habilidade técnica pode afetar a qualidade de um desempenho de forma sensível. Por exemplo: correndo a 12km/h, uma eficiência mecânica "média" corresponde a um desempenho que consome 4,3297995 kj.kg-1 . km. Entretanto, se o corredor apresentar uma "baixa" eficiência mecânica, seu custo energetico poderá aumentar para 4,82112 kj.kg -1. km, enquanto se o atleta tiver uma "alta" eficiência mecânica poderá reduzir seu gasto de energia para 3,78324 kj.kg -1.km. como pode-se constatar, há uma aumento de mais de 27% no dispendio enérgetico do mesmo corredor quando sua eficiência mecânica muda de alta para baixa. (Moreira, S. B. Ciência no Treinamento, modelização matemática da performance, p. 68)

 

 
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